Paulo Moura - 02/06/2021 11h23 | atualizado em 02/06/2021 11h46

A subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, afirmou que policiais federais que cumpriam mandados de prisão em uma operação contra desvios de recursos da Saúde do Amazonas foram recebidos a tiros pelo empresário Nilton Costa Lins Júnior. A informação foi dada por Lindôra durante o início da sessão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (2).
Lins Júnior é um dos investigados da quarta fase da Operação Sangria, que mira possíveis fraudes na construção do hospital de campanha Nilton Lins, em local de propriedade do empresário.A ação ainda tem como alvos nomes como o do governador do estado, Wilson Lima (PSC), e o do secretário de saúde, Marcellus Campêlo, que, segundo Lindôra, está foragido.
A informação foi dada aos ministros justamente no início da sessão que irá julgar se recebe a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governador do estado, Wilson Lima, ex-secretários e empresários por supostas fraudes na compra de respiradores. Nesta manhã, a PF fez buscas na casa do governador.
No julgamento, o ministro Og Fernandes perguntou se houve vítimas no incidente, e a subprocuradora negou. O presidente do STJ, ministro Humberto Martins, lamentou o caso e disse que as providências “serão tomadas de forma rígida”.
– As questões judiciárias devem ser resolvidas através dos recursos, dos meios próprios, e não através da violência. Lamentamos e podemos dizer que ficamos tristes. Mas, com certeza, o Poder Judiciário, o relator Francisco Falcão… as providências serão tomadas de forma rígida – destacou.
A Operação Sangria 4 investiga formação de organização, fraude em licitações e desvio de verba pública na contratação do Hospital de Campanha Nilton Lins. O STJ já autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do governador e do secretário de Saúde.